Se você chegou aqui pela última página do seu diário: você fez bem em olhar. Esta página não vai dizer o que sentir. Ela só diz onde há alguém.
Se for urgente agora
Se você está pensando em se machucar, ou sente que não consegue carregar isto sozinho neste momento: procure ajuda hoje. Não precisa ser uma crise «grave o suficiente».
O findahelpline.com reúne, país por país, as linhas de apoio que estão abertas, com os números e os horários. Essa lista é mantida atualizada: o que você encontrar lá vale no momento em que você precisa.
Se houver risco imediato de vida, procure o serviço de emergência do seu país: ligue para o número de emergência local ou vá ao serviço de urgência mais próximo.
Se não for urgente, mas continuar pesando
O primeiro passo costuma ser o mais simples: fale com um clínico geral. No Brasil, a UBS ou o posto de saúde do seu bairro é a porta de entrada, e de lá partem os encaminhamentos. Em Portugal, o seu centro de saúde faz o mesmo. Não é preciso saber explicar direito o que está acontecendo. É o trabalho deles ouvir e indicar o caminho.
Existem também grupos de apoio ao luto e encontros entre pessoas que perderam alguém. Falar com quem já passou por isso muda pouco os fatos, mas muda o peso.
Procure ajuda se, depois de algumas semanas:
- você quase não dorme, ou dorme o tempo todo, ou parou de comer direito;
- o dia a dia parou — trabalho, contas, casa, banho;
- você desvia de tudo o que lembra a pessoa que morreu, ou não consegue se afastar de nada que a lembre;
- a dor continua exatamente igual, sem nenhum movimento.
Nada disso significa que você está fazendo o luto errado. Significa só que é muito para carregar sozinho.
Sobre este diário
Still With Me acompanha. Não substitui ninguém: nem um médico, nem um psicólogo, nem uma linha de apoio. Escrever não é terapia. Não somos terapeutas do luto e este diário não é tratamento. Quando for preciso mais do que isso, procure mais do que isso.
Não há nada de errado em pedir ajuda. Nem agora.